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quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Conto
                  
No pequeno município de Minas Gerais, conhecido como Brejaúba, existe uma lenda centenária contada até aos dias de hoje. Os antigos as descreveram, passando a gerações futuras dizendo: serem estas verdadeiras e que os fatos narrados,como acontecidos e vistos por pessoas, que, se depararam com alguma assombração em algum momento, quando por ali passavam.
No alto da montanha, dentro de um pequeno cercado; lá está o cemitério. Onde era enterrada, qualquer pessoa,que falecesse nas regiões. Todos os antigos de época, e até mesmo, nos tempos atuais, ainda fazem enterros neste.Isto é - quando por motivo financeiros às família ali os sepultam.
Ao sopé da montanha está à estrada de terra, que interliga ao vilarejo e também com a pequena cidade de Virgolândia. Um caminho estreito leva ao cemitério e muito se houve falar de assombração, que vez outra, era vistas por pessoas quando passando pelo lugar,;e diziam terem visto estes corpos, voando de uma montanha à outra. Hum destes contadores, "Miguel," homem sisudo de aparência e de boas falas, dizia o mesmo; ter visto nas noites escuras, quando por ali passara,vários destes sobrevoando para lá e para cá. Muitos ouviram estas prosas faladas por Miguel, e o davam credito, pois, era este quase centenário. Outros também diziam ter vistos corpos sobrevoarem nas noites frias, ou mesmo quentes, dês de que esta estivesse totalmente escura. A lenda diz ouvir um barulho estranho como que um assobio estridente e, olhando para cima, percebiam os vultos indo em direção a outra montanha. O vento incessante dava o tom sombrio;momento perfeito para aquelas almas voadoras fazerem sua viagem de uma montanha a outra.Fachos de luzes eram vistos distantes por aqueles moradores, ou mesmo viajantes que por ali passavam. Tremiam assustados,e muito das vezes corriam quando podiam, pois,suas pernas,diziam estes,ficavam tremulas quando se deparavam com alguma daquelas almas.Aquelas..., insistiam saírem do seu sono profundo e ficarem vagando, ou mesmo estacados em algum ponto da estrada, tendo em mãos algo, como uma tocha de fogo.Além de "Miguel", outros ainda contam haver assombração nos tempos atuais sobrevoando nas noites sombrias. e se ouve estas, como que assobiando ou mesmo cantando dentro do cemitério, no alto da montanha.Hávia um homem que parecera não temê-las,pois,por inúmeras vezes ia orar no pé do cruzeiro, dentro do cemitério, e passava horas a fio cantando, podendo ser ouvido a muitas distancias.Benedito torô- tô - tô, assim era conhecido o legendário homem, que não temia estas almas voadoras.Benedito tinha o parecer de uma criança,pois,embora já de idade,tendo aproximadamente quarenta anos ou mais, mantinha a simplicidade de uma criança,sem maldade e com modos  de criança, no falar e agir.pois, era especial; não tendo uma mente adulta.O que as pessoas não percebiam era que Benedito, interagia com naturalidade com os mortos, porque estes não atormentavam sua vida como faziam as pessoas do vilarejo, usando de maldade, dando-o cachaça para beber, somente para se divertirem ao velo  bêbado, e atormentá-lo.Quem poderia entender sua linguagem...!Haja vista que, falava na linguagem dos anjos, com falas estranhas e incompreensivas a qualquer simples mortal terreno. Os moradores que vivem nesta vila, dizem temerem estas assombrações, que vez outra, aparece nas curvas da estrada. Luzes distantes e nunca segundo suas historias conseguiu alguém chegar e saber quem seguia andando com aquelas tochas em mãos. Um dentre estes disse ver uma procissão em marcha, cantando em alto e bom som, uma musica que não pudera identificá-la, pois, segundo o mesmo, nunca antes, houvera ouvido aquela; mas, a descrevia como linda e com uma sincronia de vozes tão perfeita que, a comparou as lavadeiras de roupas dos tempos antigos.
Dizia o homem:
— Mulher eu vi. Eram elas,as almas.Só pode ser, pois seguiam a distancia e cantavam,cantavam,e logo depois desapareceram como que levadas pelo vento.
—Mas para onde foram, Tião?!Perguntou a mulher. —Como eram elas?
—Mulher como iria eu saber!... Estavam distantes; alem do mais, minhas pernas insistiam em voltar correndo para trás. Só não voltei porque quando eu pus-me a voltar, avistei outra procissão fúnebre, que de igual modo, seguia também esta, fazendo o mesmo igual- aquela- indo a minha frente. Mulher me borrei todo de medo,você não está vendo!?
—Há sim. — Seu estado é lastimável;eu é que não quero me deparar com estes fantasmas!
Eu descrevo a lenda, mas acho que Tião é um tanto quanto medroso, vocês, o que acham?!
Outro também diz ter passado por tal situação. Sergio;moço de coragem,valente,deparou com muitas,não poucas,mas sim... muitas vozes, choros de crianças, numa das porteiras que ficava ao longo da estrada, próxima ao cemitério.Sergio,as enfrentou com coragem medonha.Segundo o que se sabe, o pobre, voltou pelo caminho de onde vinha, e ao chegar na casa de sua tia, o pobre moleque, que era moreno, estava loiro de pavor.Naquela noite sua tia usou do sabão e ervas aromáticas no pobre menino;há, sim!Amigos leitores;isso fora necessário devido ao mal cheiro.
Segundo as pessoas são almas, que fazendo maldade, não encontraram descanso eterno e por isso ficaram vagando seus corpos secos, sem lugar para descanso. Quer dizer:—Rejeitados pela própria terra que não os quis por causa das suas maldades.
Por toda a montanha existe hoje alcalipto, e eu próprio passando por este lugar já ouvi o ranger como que um esfregando ao outro, mas não da para dizer ao certo, se é o vento, ou alguma alma mal- assombrada, aprontando das suas travessuras.
É possível que sejam elas. Vai lá saber...!Eu em!...
         Descrevi esta história como sendo uma lenda;entretanto afirmo ser a história verdadeira.  

domingo, 14 de agosto de 2011

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