Pedreiro. Ah,sim...Como tal somente os bons.Severino,de
Sol a chuva,não descansava seu corpo
sedento de um desejo oculto em ver um dia seus
três filhos(as) formados(as).Para tal,os mantinham estudando em colégio
particular sobre duras penas.Não era fácil conseguir ganhar dinheiro suficiente
para mantê-los(as) sobre tais cuidados.Ao seu lado contava com uma senhora
apaixonada que com ele dividiria belos sonhos para seus(as) filhos.Com muito
esforço conseguiu casa própria e viu suas crianças crescerem e serem
formadas.Os anos foram se passando e seu corpo cada vez ficando mais cansado.De
igual modo, também sua esposa que, um dia fora jovem e que via nesta as
expressões do cansaço que a envelhecera.Aos poucos seu corpo fora perdendo a
saúde e até que então tornara-se tolhida de decúbito de vez.Por varias vezes
Severino, ia ao seu quarto e com brincadeiras a fazia sorrir apesar das
adversidade.Vendo como era bem cuidada por seus(as) filhos,coisa que lhe dava
grande alegria,a faz um pedido: que lhe deixasse morrer primeiro ou seu fim
seria numa casa de repouso.Os filhos(as) haviam-se esquecido o quanto aqueles
braços haviam trabalhado, para que eles(as) tivessem todas as regalias
profissionais.Ao fazer este pedido a mulher que muito o amava ver descer lagrimas
em seu rosto num profundo e contido sofrimento em imaginar o quanto ele havia
trabalhado e por certo ter que conviver com tal desespero indesejado.Passado
algum tempo ela vem a morrer e o pobre Severino que já dava sinais de doença de
Parkinson,passou a ser o único doente da casa.Já velhinho,não recebia o mesmo
carinho e nem a mesma atenção dada a sua amada esposa.O fim despensa
dizer...Paramos por aqui para que também não venhamos nós a chorar.Entretanto
creio que compartilhamos o mesmo sentimento.
Mirto Carvalho
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