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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Severino

Pedreiro. Ah,sim...Como tal somente os bons.Severino,de Sol  a chuva,não descansava seu corpo sedento de um desejo oculto em ver um dia seus  três filhos(as) formados(as).Para tal,os mantinham estudando em colégio particular sobre duras penas.Não era fácil conseguir ganhar dinheiro suficiente para mantê-los(as) sobre tais cuidados.Ao seu lado contava com uma senhora apaixonada que com ele dividiria belos sonhos para seus(as) filhos.Com muito esforço conseguiu casa própria e viu suas crianças crescerem e serem formadas.Os anos foram se passando e seu corpo cada vez ficando mais cansado.De igual modo, também sua esposa que, um dia fora jovem e que via nesta as expressões do cansaço que a envelhecera.Aos poucos seu corpo fora perdendo a saúde e até que então tornara-se tolhida de decúbito de vez.Por varias vezes Severino, ia ao seu quarto e com brincadeiras a fazia sorrir apesar das adversidade.Vendo como era bem cuidada por seus(as) filhos,coisa que lhe dava grande alegria,a faz um pedido: que lhe deixasse morrer primeiro ou seu fim seria numa casa de repouso.Os filhos(as) haviam-se esquecido o quanto aqueles braços haviam trabalhado, para que eles(as) tivessem todas as regalias profissionais.Ao fazer este pedido a mulher que muito o amava ver descer lagrimas em seu rosto num profundo e contido sofrimento em imaginar o quanto ele havia trabalhado e por certo ter que conviver com tal desespero indesejado.Passado algum tempo ela vem a morrer e o pobre Severino que já dava sinais de doença de Parkinson,passou a ser o único doente da casa.Já velhinho,não recebia o mesmo carinho e nem a mesma atenção dada a sua amada esposa.O fim despensa dizer...Paramos por aqui para que também não venhamos nós a chorar.Entretanto creio que compartilhamos o mesmo sentimento.

Mirto Carvalho

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